domingo, 15 de setembro de 2013

30

Então o tempo chega pra todas. Chegou pra mim. Não sou mais garota, os 30 batem à porta. Quem olha não diz, quem tem não sente, mas o tempo é inexorável. Mulher de 30, essa sou eu.

É bom, mas é estranho. Entrar nos 20 foi tão bom, tão intenso, tão irresponsavelmente gostoso. Entrar nos 30 dá medo.

Tenho medo da responsabilidade. Medo das cobranças. Tenho medo do mundo ao meu redor, me julgando pela minha idade. Tenho medo da seriedade imposta, da diversão negada. 

Me olham e se assustam ao saber da minha idade. Me invejam. Sim, idade é atitude e a minha atitude é jovem. Dentro de mim, vive uma menina ávida por felicidade e leveza. Menina de 30, essa sou eu.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Muita, incontrolável e infinita

Sei que não vai acreditar
Quando eu falar que eu choro distante de tudo
Que sem teu colo me vejo sem chão, nesse mundo
Que é tudo tristeza, é tudo saudade demais
E por mais que eu tenha o mundo nas mãos
Nada me satisfaz
E por mais que alcance o céu
A saudade me deixa assim
Um dependente seu
Me desculpa se o amor que eu sinto é forte demais
Me desculpa se o amor que eu sinto é forte demais
Sinto saudade da intimidade
Dos planos que juntos fizemos
Sinto saudade das nossas andanças
Da paz que vivemos
Sinto saudade do teu cafuné
Sinto saudade, que medo, dá frio!
Vejo o relógio correr, eu longe de você
E por dentro um vazio
Não, não quero mais viver assim
Eu sem você, a vida é tão ruim
A solidão toma o meu coração
E o teu abraço é meu refúgio sim
O meu amor é todo seu e fim
Eu me resumo e você e mim
Eu sinto falta dos seus beijos
Eu te desejo e grito não...
Sinto Saudade (Grupo Bom Gosto)

domingo, 1 de setembro de 2013

Feliz Dia dos (Não) Namorados!

Hoje é o dia do que poderia ter sido mas não é.
É quando se completam 3 meses de ausência.
Nesse dia, penso em você... Assim como ontem, anteontem e amanhã.
Sinto sua falta, sinto seu cheiro, sinto você ao lado, todos os dias.

Escrito em 12 de junho de 2013

Acordei

Um dia, acordei e não estava em Barcelona. Não estava com você. Nem em Israel, nem em Barcelona. Não tinha ido pra lá. Os nossos planos de aproveitar o resto das férias e ir pra Espanha juntos não tinham acontecido. Não tínhamos ficado no mesmo quarto, como havíamos combinado. Não tinha te dado o beijo que você me cobrou que já era sem tempo pra acontecer. Acordei. Acordei apaixonada.

Um dia, meio assim sem querer, transbordei. Transbordamos juntos. Não queríamos deixar ninguém perceber, ingênuos. Não deu. Não deu nesse dia, não deu em nenhum outro. Grudamos um no outro. Você grudou no meu coração. Então, todos os dias pareceram ser mais cheios de vida. Você deu vida a minha vida. E eu não queria acordar.

Um dia, eu acordei e você não estava mais aqui. Não estava com você. Nem em Israel, nem em Barcelona, nem no Rio, nem no trabalho, nem no Subway, nem no cachorro quente, nem na balada, nem nas nossas camas, nem em lugar nenhum. Acordei. Acordei triste e sem vontade.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Cada um sabe a DOR de ser o que é

A tristeza ninguém vê e a dor também não. Ela é minha, só minha. Só eu sinto, só eu vejo, só eu percebo. Eu choro e digo que tá doendo. Alguns se comovem, me abraçam. Melhoro. Ela vem de novo, danada que é. Dói muito, dói a alma. Dói o estômago, as pernas, o peito, os braços, as costas. Dói pra respirar, dói pra comer. Dói a força, a esperança, o sorriso. Dói no sono, no bom dia, no trabalho, na festa, no boa noite, no tudo bem. Dói sem parar. Dói irritantemente. Ninguém vê, ninguém sente. Eu sim.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tá garoando, meu bem

Por muito tempo, achei que tristeza fosse tempestade. Aquela chuvarada maluca que molha tudo, invade a nossa casa, nosso coração, nossa vida. Chuva daquelas que faz estrago, desmorona, alaga, arrasa, mata. Daquelas que leva tudo embora, até as lembranças dos dias felizes.

Descobri que tristeza é garoa. Chuva fininha que cai todo dia, o dia todo e não pára nunca. Quase não molha, quase não se sente... se por pouco tempo. Por muito tempo, vai molhando. Seca-se. Daqui a pouco, tudo molhado de novo. Não leva embora as lembranças, elas permanecem aqui, mas se molham também, ficam borradas, rasgadas, amassadas. Olhando, não se vê. Mas quem tá exposto sente. Chuva fina, quieta, que faz pequenos estragos aos poucos e em silêncio.

Tristeza é garoa. E eu sou São Paulo.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cansada.

O cansaço é um filho da puta que toma conta da gente. E ele ta aqui, tomou conta de mim. Cansei. To tão cansada, tão sem forças. Me sinto como se tivesse dentro de um bote, dando a volta ao mundo, em posse de um remo só. Cansei e não dá pra voltar. Mas também não consigo ir pra frente. To perdida no meio do caminho, sozinha nesse mundo de nada, nesse vazio ao meu redor. Tem dias que faz sol, um céu azul tão lindo, que é como se brotasse uma faísca de energia dentro de mim. Eu remo um pouquinho, a correnteza me ajuda um pouquinho, eu me animo, sorrio até, tenho esperanças de que algum dia serei capaz de voltar a seguir em frente. Mas de repente, não sei de onde, chegam as nuvens, e o vento, e a chuva, e os raios e toda a tempestade que balança meu bote, me joga de um lado pro outro, me machuca, me deixa marcas, me tira as forças... To perdida no meio desse oceano gigantesco, fundo, perigoso, solitário. E cansei de remar.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Não há porque chorar por um amor que já morreu...

"Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu? 
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez? 
Cadê aquela outra mulher? Você me parecia tão bem! 
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar 
Quem foi que te ensinou a rezar? 
Que santo vai brigar por você? 
Que povo aprova o que você fez? 
Devolve aquela minha TV que eu vou de vez 
Não há porque chorar por um amor que já morreu 
Deixa pra lá, eu vou, adeus 
Meu coração já se cansou de falsidade"


Marcelo Camelo, seu lhyndo!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Um bocado de tristeza

Nada melhor do que essa angústia no peito pra sentar e escrever. E toda aquela falta de palavras durante os dias regados de felicidades se foi. Sobra tristeza, sobram palavras.

Tristeza transborda no peito, dolorido, pulsante. Transborda na cabeça, lembrando, buscando, revivendo em flashes, indo e voltando, indo e voltando. Transborda nas pernas, inquietas, andantes, zigue-zagueando pela casa, deixando-se cair, descendo parede abaixo, costas raspando, estatelando no chão, pernas dobradas, joelhos apontando o teto, cabeça entre as mãos, soluços. Transborda nos olhos, líquida, salgada.

As palavras transbordam pelos cantos da boca e dos dedos e da cabeça. A tristeza empurra elas pra fora, dizendo pra elas: vão, digam pro mundo como é escuro aqui dentro; falem pra todos do aperto, do desassossego que existe aqui; berrem aos quatro ventos o sofrimento do bendito coração. Elas vão. Ninguém vê. Mas o colocar pra fora aquieta um pouco esse furacão sentimental  vulgarmente chamado de dor de cotovelo.

E cada vez mais que deveria doer menos acaba sendo o contrário. Pelo menos, escrevo mais assim.

"é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado de tristeza...'

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Re-vida

Quase três meses parecem uma vida. Primeiro uma morte, depois uma vida. Uma re-vida, uma vida reinventada sem você. E preenchendo meus dias, vivo. Coloco aquele sorriso no rosto e vou. E rio, às vezes. Ás vezes lago, mergulhada em lágrimas, mas isso cada vez mais raro. E não paro. E hoje que parei, chorei. Porque os sorrisos são forçados, uma tentativa de fazer brotar a felicidade - e não o contrário. Porque as ocupações são efêmeras, perto da sensação de eternidade do amor que sinto. Porque a solidão assola a alma, mesmo que cercada de pessoas queridas. Porque os dias parecem em vão sem você para colorí-los. Porque a esperança não existe, mesmo que eu quisesse muito tentar cultivá-la. Hoje parei; e chorei. Porque ainda te amo.